O avião decolou um pouquinho atrasado do aeroporto internacional do Rio de Janeiro às 21:15 e chegou ao aeroporto internacional de Nova York às 06:25 da manhã. Considerando-se que esse 06:25 da manhã corresponde, na verdade, a 07:25 da manhã no Brasil, dá pra perceber de que se trata de uma viagem muito cansativa, principalmente porque foi muito difícil dormir durante o voo e, diga-se de passagem, nunca consigo. Para melhorar tudo isso, some uma pitada de fila interminável para a passagem pela imigração e uma conexão de horário apertado para Toronto, tem-se ai um belo Fabinho desesperado.
Porém, ao contrário do que tudo indica, minha vontade era mesmo de ficar em Nova York. Poxa, não tem como olhar para o Empire State Building da aeronave e não querer ficar um pouquinho mais. Mesmo de longe, a "Big Apple", mais uma vez, tomou meu coração.
Enfim, com coração apertado ou não, meu objetivo era Toronto, e lá fui eu. E vim e corri e venci. Logo entrei no avião da American Eagle e já estava me despedindo da majestosa Manhattan pela janela. Um dia ainda haverei de voltar. Pode esperar!
Então, mais 50 minutos de voo e eu chegaria a Toronto.
Entretanto, antes disso, foi impossível não notar a quantidade do verde que cobre o estado de Nova York. E depois dizem que já destruíram todas as florestas de lá... Pois eu fiquei encantado com tamanho tapete verdinho que eu via, via e não cansava de olhar. E só começou a se danificar, quando já estava pra chegar a Buffalo, perto da divisa com o Canadá. Adeus Empire State, foi maravilhoso rever você.
Mas o que eu não poderia esperar é que uma grande surpresa estaria por vir. O avião começou a passar por perto do Lago Erie e, a seguir, pude ver um rio tímido saindo dele e seguindo adiante, o tal do Niágara. Como ele estava muito à direita do meu campo de visão, julguei que não seria capaz de tentar avistar o espetáculo assombroso que 2 minutos depois meus olhos duvidariam acreditar que seriam testemunhas: as cataratas do Niágara.
Sinceramente, um dia lindo como hoje e aquelas quedas fantásticas, não poderiam combinar melhor. Bons presságios estavam adentrando em minha alma e a esperança de que a experiência no Canadá seria ótima já era fato em minha emoção.
O voo continuou sereno, mas meus olhos não conseguiam desgrudar daquela janelinha. Pois é, consegui viajar no cantinho mais cobiçado da aeronave. Primeira vez! E foi maravilhoso, pois a experiência seguinte valeu tanto quanto a anterior, pois, como já estávamos perdendo altitude na preparação para a aterrissagem no aeroporto internacional de Toronto, já nos localizávamos abaixo das nuvens e o efeito que isso causou sobre a paisagem azul do rio Ontario foi simplesmente indescritível. Raios de sol perfuravam as frestas das nuvens e como se estivesse numa floresta de feixes solares, percebia-os tocando a superficie daquelas águas calmas e doces. Um efeito tão poético que nem mesmo Drummond seria capaz de escrever.
Eis que surgia então o símbolo mais marcante de Toronto da arquitetura canadense e talvez o mais importante tambem: CN Tower, a maior torre sem sustentação do mundo! Linda demais! Com o verde bordo que colore toda a cidade então, ficou majestosa. Pousamos no Toronto Pearson, que apesar de aparentemente imenso, não provocou a tristeza das filas da imigração americana e o sentimento de não saber para onde ir. Tudo muito bem sinalizado. Peguei o serviço de transfer e segui para a casa da minha família anfitriã.
Passados 30 minutos e já estava lá. Não era tão distante o quanto imaginei. Quando a porta se abriu, um sorriso amigo e a simpatia em pessoa me receberam com muito carinho, na figura da minha mãe do Canadá, Ellen, que me serviu um lanche bastante gostoso e conversou comigo durante um bom tempo sobre diversos assuntos. Sabe aquela pessoa tão amável que você conversa por horas e nem percebe o tempo passar? Pois é, foi assim. Em seguida, conheci o meu quarto, arrumei ligeiramente as coisas e parti para a minha primeira aventura na cidade mais cosmopolita da Terra.
A estação do metrô, Keele Station, não fica distante da casa super aconchegante onde me hospedei. 20 minutos depois, finalmente cheguei à estação mais próxima da escola, mas como sou muito atrapalhado, sempre pego a direção oposta à que realmente deveria tomar e logo fui parar no número 600, ao passo que deveria estar no 920. Percebida a mancada, o enroladinho aqui deu meia volta e foi curtindo o ar da cidade até chegar ao prédio da ILAC (International Language Academy of Canada). Até lá, muita coisa diferente pelo caminho. Tulipas amarelas, roxas, multicoloridas e pessoas de diferentes estilos, também vestindo muitas cores que jamais sonharia em ver numa pessoa em pleno Rio de Janeiro. E mais um pouquinho Toronto ganhou meu coração.
Encontrei a escola. Conversei com a moça da recepção. Pedi algumas informações e parti para a nova aventura. Botei as canelinhas pra funcionar! E lá estava eu passando pela igreja e andando por toda a rua. Caminhei por um grande trecho, observando pessoas, estilos, construções, flores, temperatura, bichos e tudo aquilo que poderia acrescentar à confecção da imagem que eu faria da cidade.
Ao chegar na Dundas Street, segui rumo à Yonge St e sabia que logo chegaria ao ponto de referência da cidade: o shopping Eaton Centre. Lá, como todo bom brasileiro que viaja ao exterior, logo dei um jeitinho de procurar a loja da Apple. Depois de muito conversar com o vendedor, resolvi fazer uma experiência de duas semanas com o famoso iPad 3 e, caso não gostar, poderei pegar meu dinheiro de volta. Será que vai rolar? Até o momento da edição deste texto, estou bem satisfeito com a aquisição, apesar de ainda estar enrolado com a colocação dos acentos.
Depois dos rodeios na loja da maçãzinha que faz mágica no coração da gente, voltei pra casa e você não vai acreditar no que estava esperando por mim. Olha, para um primeiro dia desses, um banquete de comida japonesa não era o que eu poderia sonhar. Não preciso nem dizer que fiquei mais feliz do que formiguinha dentro do pote de açúcar, né!
Enfim pessoal, foi um dia muito feliz pra mim e espero que vocês possam ter sentido um pouquinho de toda essa alegria aí dentro tambem. Amanhã contarei mais histórias.
Perdoem-me pela ausência de fotos, mas tive um probleminha técnico aqui. Vontade de posta-las nao faltou. Ja tenho inúmeras.
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I can't translate it today dear friends. I'll try it another day. I'm sorry.